Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. Clarice Lispector
Escrevo como se estivesse dormindo e sonhando: as frases desconexas como no sonho. É difícil, estando acordado, sonhar livremente nos meus remotos mistérios.Clarice Lispector

terça-feira, 30 de março de 2010

Entre espelhos....

Vejo-te ambíguo.
Imagens refletidas no espelho.
Desfocadas.
Distorcidas.
Vejo-te ausente.
Incompleto.
Vejo-te perdido.
Confuso.
Incerto.
Indeciso.
Vejo-te entre espelhos.

Roseli A.

domingo, 28 de março de 2010

O infinito amor



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Amor assim é infinito?


Olho para você.

Vejo-te de alma mais leve.

Contemplo seu sorriso.

Quero beijá-lo.

No aconchego dos teus braços tudo fica bem.

Os beijos incendeiam os desejos.

Os corpos se entregam.

O amor acontece, como se fosse a primeira vez...

Amor completo...

Quase perfeito...

Amor assim é infinito?

Talvez o amor verdadeiro.

Com princípio, meio e fim.

Roseli A.

Resposta ao tempo...



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quinta-feira, 25 de março de 2010

Tempo....


Tempo de encontrar.

Tempo de encantar.

Tempo de se entregar

Tempo de apaixonar.

Tempo de amar.

Tempo de cantar.

Tempo de sorrir.

Tempo de chorar.

Tempo de Calar.

Tempo de dizer adeus.

Tempo de (re)encontrar.

Tempo de (re)começar.

Tempo de ser feliz.


Roseli A.

Formatura da pequena filósofa....

Ana Paula,

O que você alcançou hoje é uma pequena parte do que ainda pode conquistar com o seu talento. A sua conquista vai impulsionar outras buscas e abrir novos horizontes. Parabéns!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sonho impossível - Chico Buarque



Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo, cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
for meu leito e perdão
vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão




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Sonho ou realidade?


É sonho ou realidade?
Tento abrir os olhos, não consigo...
Tento despertar, não consigo...
O torpor invade meu corpo.
Sentimento de angústia.
Pranto!
As lágrimas molham a face.
Os olhos ficam pesados.
Desespero!
Abro os olhos.
Tenho medo de levantar.
As lágrimas são reais.
A dor é real...

Roseli A.

terça-feira, 23 de março de 2010

Histórias que se repetem....



Histórias que se repetem,
diferentes contextos.
As primeiras foram como tragédias.
Hoje, apenas histórias que se repetem
Restaram as frases soltas,
dificeis de entender.
Frases que geram dúvidas,
que atormentam.
Queria entender o vazio.
Decifrar os códigos.
Ele ama outra?...
Ainda a deseja?
Perguntas sem respostas.
Histórias que se repetem....


Roseli A.

Louca Magia....

Pádua, cantor goiano, compositor, cartunista, e ilustrador.


Louca magia
Tem essa coisa de poder cantar
E voar bem mais além
Do que se possa pensar

Casar a dor e o riso
Se viver é preciso
Prá morrer de paixão
E achar um jeito secreto
De penetrar no concreto
E entrar no seu coração

E te levar
Voar comigo nas asas do som
Pousar de leve na casa do dom
Beber na tua fonte
E ver como é bom





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domingo, 21 de março de 2010

Ninguém me viu passar...


Cheguei!
Não notaram minha presença.
Quem haveria de notar?

Fiquei isolada.
Em meio a multidão,
farta de escutar o silêncio.
Da ausência do outro.

Um nó na garganta.

Contive as lágrimas.

Irão lembrar que chorei?

Ninguém notou minha presença...

Levantei!

Caminhei com passos largos.

Não olhei para trás.

Se alguém notou?

Ninguém me viu passar.

Roseli A.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Canteiros



Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade,
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade.

Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento,
Nem aquilo a que me entrego
Ja me dá contentamento.

Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia,
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria.

Eu so queria ter do mato
Um gosto de framboeza,
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza.

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza,
Deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida.



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